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Pesquisa de mercado #1: moda praia no Brasil

Pesquisa de mercado #1: moda praia no Brasil

Estilista de moda estudando em seu ateliê.

Em 2020, o mundo está vivenciando um de seus maiores períodos de incerteza no comércio, com a pandemia causada pelo novo coronavírus impactando todos os países. Nesse contexto, estar alinhado com pesquisas de mercado de moda praia é essencial para qualquer empresa desse nicho.

Esse segmento da indústria têxtil vai muito além das roupas de banho e ganhou relevância pelo crescimento a partir dos anos 1990. A qualidade dos produtos nacionais também é reconhecida internacionalmente, com exportações alcançando principalmente os Estados Unidos e Portugal (dados do IEMI referentes a 2017).

Neste post, saiba como acompanhar tendências do mercado interno e se manter atualizada sobre essa indústria no Brasil, com dicas de fontes de pesquisa e consulta de dados. Boa leitura!

Mercado de moda praia no Brasil

Um país com extensão territorial de porte continental e um litoral diversificado em climas, relevos e culturas. Tudo isso, aliado às temperaturas tropicais, faz do Brasil o palco ideal para uma indústria de moda praia fortalecida.

Entre os indicativos da alta na produção têxtil nacional, chama atenção o crescimento no consumo de fibras e filamentos, alcançando mais de 1,5 milhão de toneladas em 2018, entre tecidos naturais, artificiais e sintéticos.

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Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Em um artigo que resume a atividade do setor de forma geral, atualizado em 2019, nota-se que ele é composto por mais de 25 mil empresas formais em todo o país.

Outros dados interessantes são a quantidade de escolas e faculdades de moda no território nacional (mais de 100) e a presença de uma cadeia completa de produto, que abarca a produção das fibras, fiações, tecelagens, beneficiadoras, confecções, varejo e desfiles de moda. A Abit também afirma que a moda praia brasileira é referência para o mundo.

No entanto, em um estudo realizado pelo IEMI, ficou evidente o impacto que o segmento sofreu em consequência da crise econômica a partir de 2015, com efeitos acentuados nas micro e pequenas empresas.

Comportamento de compra

A indústria de moda praia projeta sua produção com base no comportamento de compra dos consumidores. Por isso, uma pesquisa de moda precisa envolver as tendências de consumo.

Um relatório setorial produzido pelo Sebrae, sobre as perspectivas para o varejo de moda em 2019, reuniu dados de fontes como o IBGE, consolidando informações interessantes para os empresários do setor.

Desse estudo, é possível observar que o varejo corresponde a 43% de todo o comércio geral. Sobre os gastos mensais com roupas e acessórios, há uma média de quase R$ 600 na classe A, contra pouco mais de R$ 50 nas classes D e E.

Outra comparação analisa o comportamento entre pessoas da geração Y e Z, que não fazem distinção entre varejo online e offline, mas divergem na utilização de redes sociais – os mais novos não sentem tanta necessidade de mostrar o que têm.

Consumidora fazendo pesquisas no laptop.
A internet é cada vez mais uma ferramenta de apoio nas jornadas de compra.

No contexto da pandemia da COVID-19, uma pesquisa da Opinion Box (realizada em abril) constatou que quase três quartos dos entrevistados acreditam que voltaremos à normalidade dentro de alguns meses.

Por fim, a Social Miner analisou os números das lojas virtuais (e-commerces) brasileiras no Dia do Consumidor – data importante para o comércio eletrônico, que acontece em 15 de março.

Nesse relatório, é possível identificar que a categoria de moda e acessórios foi a mais representativa nas visitas online, com 35,51% do tráfego no dia. Do total de compras pela internet feitas com cartão de crédito, 93,7% foram à vista, demonstrando que os clientes de e-commerce não têm o hábito de parcelar.

Onde encontrar dados e relatórios

Pesquisas de mercado fornecem dados valiosos para o planejamento de negócios de moda praia. As informações, no entanto, não permanecem constantes ao longo do tempo, sendo necessário consultar com frequência.

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Como fontes de pesquisa, busque sempre associações de renome e órgãos confiáveis. Para esse nicho, é comum encontrar empresas, como as já citadas Abit e IEMI, que cobram um preço em dinheiro por seus relatórios completos.

No entanto, também é possível encontrar informações acessíveis sem custo na internet, em sites como o Sebrae Inteligência Setorial. Outras fontes que disponibilizam pesquisas de comportamento de consumo são a Social Miner e a Opinion Box – ambas utilizadas neste texto.

Para além dessas referências, vale ressaltar a importância de realizar estudos de marketing relacionados ao seu negócio, a fim de entender o perfil dos clientes da marca e suas preferências.

COVID-19 e o futuro

Depois de estudar as fontes de dados e relatórios de tendência, é preciso ter cuidado ao analisar a conjuntura em que o mundo está. A incerteza do momento atual atinge todos os segmentos da indústria brasileira e ainda não há previsões objetivas sobre como será o futuro.

Com o turismo desaquecido e as praias longe da ocupação máxima, além do distanciamento social, a moda praia brasileira se encontra em uma situação complicada.

Portanto, a dica para qualquer marca/lojista/designer é: prepare-se como puder e fique atento às notícias sobre política e economia. Quanto mais estrutura sua empresa tiver, mais o negócio sairá forte depois que a crise passar.

Para acompanhar mais notícias sobre moda, inscreva-se na newsletter do blog da Digitale Têxtil. Toda semana, textos novos são enviados diretamente para sua caixa de entrada. Bons negócios!


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