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Mulheres na moda: 12 ícones que transformaram o setor

Mulheres na moda: 12 ícones que transformaram o setor

Audrey Hepburn em Bonequinha de luxo

Uma coisa é certa: moda e história andam sempre lado a lado. Assim como as transformações sociais e econômicas do mundo, o setor têxtil passou por grandes reviravoltas, pautadas em ideias audaciosas e à frente dos costumes de diversas épocas.

Nesse contexto, a coragem, criatividade e resistência das mulheres na moda é um dos pilares que proporcionaram essas grandes mudanças. Personalidades como Naomi Campbell, Coco Chanel, Brigitte Bardot e muitas outras, buscavam deixar sua marca no mundo e criar uma indústria mais igualitária, inclusiva, responsável e icônica.

Neste post você confere o impacto de 12 mulheres na moda que quebraram barreiras, questionaram padrões e se tornaram bandeiras do empoderamento feminino. Para saber mais sobre essas figuras inspiradoras, continue a leitura!

1. Coco Chanel

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Coco Chanel questionou os conceitos de feminilidade de sua época e é um dos grandes ícones da moda até hoje. | Imagem: Reprodução/Elle Brasil

Gabrielle Bonheur Chanel, mais conhecida como Coco Chanel, foi e continua sendo um dos maiores ícones femininos da história da moda. Contestando padrões da época com peças que iam de encontro ao masculino, sem espartilhos e cinturas marcadas, a estilista promoveu um movimento de libertação. Seu clássico corte de cabelo também questionava as imposições sobre feminilidade e se tornou referência no mundo todo.

Mesmo com uma pausa nas atividades de suas boutiques nos anos 40, em vista das invasões alemãs na 2ª Guerra, Chanel reergueu seu império com a comercialização de peças no continente americano. Durante toda a vida, ela investiu na própria carreira profissional, optando por não casar e nem ter filhos.

Chanel foi a primeira estilista famosa a ter sua fragrância registrada, o Chanel Nº5. Ela popularizou o clássico vestido preto, o xadrez tweed. Além disso, incentivou o uso de calças por mulheres, sempre reforçando ideais que iam de encontro à liberdade de expressão. É, sem dúvidas, uma das mulheres mais importantes na moda.

2. Mary Quant

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Mary Quant foi responsável pela criação da minissaia e da hot pant, deixando sua marca na história da moda. | Imagem: Reprodução/O Globo

Criadora de duas peças icônicas na história da moda — a minissaia e a hot pant —, Mary Quant e suas criações ousadas foram responsáveis por gerar um novo padrão na década de 1960. Afinal, o comprimento de 30cm da saia foi, no mínimo, motivo de alvoroço.

Além do mais, Quant produzia a minissaia com materiais baratos e coloridos, o que tornou a peça acessível. Nesse contexto, surgia o estereótipo da mulher com roupas ousadas, jovem, magra e livre das vestimentas que escondiam o próprio corpo. Isso permitiu uma maior exploração da sensualidade nos visuais.

Com o sucesso da minissaia, Quant conseguiu produzir a peça em escala industrial, comercializando-a ao redor do mundo. Durante a carreira, também desenvolveu lingeries, vestidos e até mesmo perfumes, maquiagens e produtos de cuidados com a pele, garantindo seu espaço como uma das mulheres na moda que inspiram empreendedoras até hoje!

3. Carmen Miranda

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Carmen Miranda é reconhecida até hoje por conta de seus visuais excêntricos e únicos. | Imagem: Reprodução/Folha UOL

Carmen Miranda se tornou um verdadeiro ícone da moda brasileira. Seu imenso sucesso global na década de 1930 foi uma das bases para criar o ideal da mulher latino-americana exótica. Isso porque os visuais da artista eram considerados ousados, incorporando cores vibrantes, turbantes, chapéus com frutas e explorando um lado mais sensual.

Apesar de ser um dos grandes nomes da moda brasileira, a artista nasceu em Portugal, mas possui dupla nacionalidade. Durante muito tempo, Carmen Miranda foi muito criticada no Brasil, já que representava uma imagem estereotipada da mulher latino-americana.

Entretanto, por mais que o padrão criado pela Brazilian Bombshell tenha sido alvo de críticas, o legado dela é inquestionável. Além de toda a discografia e participação no cinema e teatro, os visuais ousados e surpreendentes que ela adotou são, até hoje, marca registrada da moda brasileira.

4. Miuccia Prada

Mulheres na moda - Miuccia Prada
Miuccia Prada está à frente de duas gigantes do mercado atual: Prada, fundada por seu pai e Miu Miu, criada pela designer nos anos 90. | Imagem: Reprodução/Vanity Fair

Miuccia Prada é, definitivamente, uma das maiores personalidades da moda na atualidade. Além de designer chefe da marca italiana fundada pelo pai e que leva o sobrenome da família, a estilista fundou a label Miu Miu, em 1993.

Segundo a revista Forbes, Miuccia possui um patrimônio líquido de U$5,4bi. Além de estilista e empresária, é doutora em ciências políticas, produtora de filmes e criadora da Fundação Prada, que defende e promove a arte contemporânea.

O sucesso gigantesco das criações da estilista se justifica, em grande parte, pelo seu posicionamento questionador e não tradicional. Desde o início da carreira, Miuccia Prada contestava ideias conservadoras e padrões estéticos. Ela, inclusive, criou e investiu no conceito ugly beauty — ou beleza feia — em suas coleções.

Com peças ousadas e nada convencionais, a estilista comunica em suas coleções um ideal despadronizado, explorando a imagem de uma mulher inteligente e arrojada.

5. Naomi Campbell

Mulheres na moda Naomi Campbell
Naomi Campbell foi a primeira mulher negra a aparecer na capa da revista Vogue. | Imagem: Reprodução/Vogue UK

Naomi Campbell é uma modelo e atriz britânica, que fez história ao ser a primeira mulher negra a aparecer na capa das revistas Vogue inglesa e francesa. Em toda a carreira, ela já desfilou para gigantes da indústria como Ralph Lauren, Versace, Jean Paul Gaultier, Yves Saint Laurent e muitos outros.

Os visuais de Naomi se tornaram referência de estilo e são apreciados até hoje, principalmente em inspirações noventistas. A modelo também marcou presença em videoclipes, filmes e lançou um álbum em 1994, chamado Baby Woman.

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Além de ser admirada até hoje por sua ilustre carreira nas passarelas, Naomi Campbell faz questão de ser porta-voz sobre o racismo na indústria da moda. Ela já abordou questões sobre pagamentos desiguais e falta de representatividade, entre muitas outras questões.

A modelo é, certamente, uma das maiores mulheres negras da moda, o que a torna uma grande inspiração para jovens que desejam fazer parte deste mercado.

6. Ashley Graham

Ashley Graham
Promovendo autoaceitação e quebra de padrões gordofóbicos, Ashley Graham é uma das modelos mais influentes da atualidade. | Imagem: Reprodução/Glamour

Ashley Graham também é um dos maiores ícones da moda atual. Com participações em capas de revistas como Vogue, Glamour, Harper’s Bazaar e Vogue, é porta-voz da aceitação corporal e inclusão no setor.

Apesar de ser considerada uma modelo plus size, Graham fala abertamente sobre não apreciar essa categorização, uma vez que todos os tipos de corpos deveriam ser celebrados, sem a necessidade de rótulos. Ela abordou essa questão mais a fundo em sua participação no Ted Talk em 2015, confira:

A influência de Ashley Graham na indústria da moda é imprescindível para incentivar modelos jovens que não se encaixam nos padrões estéticos, mas sonham com uma carreira nas passarelas.

7. Winnie Harlow

Mulheres na moda - Winnie Harlow
Porta-voz do vitiligo, Winnie Harlow já marcou presença em grandes eventos como o NYFW. | Imagem: Reprodução/Claudia Abril

Winnie Harlow é uma modelo canadense, que debutou na indústria em sua participação na vigésima primeira temporada do America’s Next Top Model, em 2014. Com apenas 21 anos, já participou de eventos como o London Fashion Week e o New York Fashion Week, além de ter feito parte do álbum Lemonade, de Beyoncé.

Aqui temos mais um exemplo de modelo que promove inclusão no setor. Isso porque Winnie Harlow enfrenta o vitiligo desde os quatro anos de idade. A doença afeta a produção de melanina, responsável pelo pigmento da pele, por conta da ausência ou pouca quantidade de melanócitos.

Com mais de 8 milhões de seguidores no Instagram, é um verdadeiro exemplo de autoaceitação e uma grande figura da moda!

8. Stella McCartney

Stella McCartney
Stella McCartney desenvolve coleções de luxo com métodos de confecção sustentáveis e livres de crueldade animal. | Imagem: Reprodução/Harper’s Bazaar UOL

Stella McCartney, desde o início de sua carreira, defende o direito dos animais e promove um consumo mais sustentável. Ela jamais usou couro, peles ou penas naturais em suas coleções.

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Em 2012, a estilista high fashion foi condecorada com a OBE — Ordem do Império Britânico — pela Rainha Elizabeth II. A label Stella McCartney está presente em mais de 70 países, em lojas próprias, de departamento e e-commerces. A marca desenvolve roupas, sapatos, acessórios e já lançou collabs com outras gigantes do mercado, como a Adidas.

9. Audrey Hepburn

Mulheres na moda - Audrey Hepburn
O visual minimalista de Audrey Hepburn é uma das grandes referências da moda até hoje. | Imagem: Reprodução/Claudia Abril

Nascida em Bruxelas, na Bélgica, Audrey Hepburn é uma das atrizes mais icônicas de sua geração. A protagonista do clássico Bonequinha de Luxo, além de seus inúmeros prêmios enquanto atriz, revolucionou a indústria da moda. O estilo minimalista, com pretinhos básicos, calças leggings e camisetas se tornou referência, incentivando mulheres a se libertarem dos corsets.

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O minimalismo das produções de Audrey Hepburn é o pilar de grandes tendências atuais. Isso porque todo esse estilo era e é, acima de tudo, atingível. Isso fez com que a atriz se tornasse uma verdadeira referência de beleza idealizada. Esbanjando sofisticação ao longo de toda a vida, ela também foi tema do documentário Audrey: o ícone do estilo, produzido por Selina Lin.

10. Brigitte Bardot

Mulheres na moda - Brigitte Bardot
A atriz francesa Brigitte Bardot, além de ícone fashion, dedicou sua vida ao ativismo em defesa dos direitos dos animais. | Imagem: Reprodução/Glamour

Brigitte Bardot é uma atriz francesa que, em meados da década de 1960, alcançou o auge da popularidade e se tornou um ícone de beleza no mundo todo. Foi capa da revista Elle aos 15 anos e aos 17 estreou o primeiro filme, Le Trou Normand.

Na moda, a atriz fez com que mulheres ao redor do mundo desejassem peças com a estampa vichy, padronagem muito presente nos looks mais icônicos de Bardot. Ainda hoje, a estética dela é uma das grandes referências de estilo, seja no cinema, nas passarelas e mesmo nas ruas.

Além de ícone fashion, Bardot é ativista dos direitos dos animais e, contrariando as imposições estéticas, optou por não realizar nenhum tipo de cirurgia plástica. Foi, sem sombra de dúvidas, uma das mulheres mais influentes de sua geração e continua a criar um legado até hoje.

11. Rei Kawakubo

Mulheres na moda - Rei Kawakubo
Com seu conceito de anti-fashion, Rei Kawakubo desenvolve coleções inusitadas em sua label Comme des Garçons. | Imagem: Reprodução/FFW

Fundadora e estilista da marca Comme des Garçons, a artista plástica Rei Kawakubo inaugurou sua primeira boutique em Tóquio, em 1975. Um dos grandes diferenciais de sua label é a especialidade em anti-fashion, com coleções desconstruídas e originais.

Os visuais ousados criados por Rei Kawakubo a tornaram uma das grandes referências da moda, principalmente a partir dos anos 1980. O sucesso de Comme des Garçons fez com que a label colaborasse com gigantes do mercado como Levi’s, Converse, Nike, Lacoste, Louis Vuitton, Supreme e muitas outras.

12. Anni Albers

Anni Albers
Anni Albers foi uma das artistas têxteis mais influentes na história da moda. | Imagem: Reprodução/Albers Foundation

Anni Albers foi a primeira artista têxtil a ser exposta no Museu de Arte Moderna de Nova York. Inclusive, foi a designer quem reivindicou que a moda alcançasse o status de arte, fundando a categoria na qual se encaixou.

Ela estudou na Escola Bauhaus na década de 1920. Na época, as especialidades permitidas às mulheres na universidade eram poucas. Por esse motivo, Albers acabou optando pela tecelagem, mesmo não sendo sua primeira escolha. Contudo, ela não se satisfez e passou toda a carreira investindo em técnicas inovadoras e inusitadas para a confecção de tecidos.

Sua imaginação e inventividade fizeram com que a artista se tornasse um dos principais nomes do design têxtil da história. Todavia, este reconhecimento foi tardio, uma vez que trabalhos realizados por homens eram muito mais valorizados naquela época. É, com toda a certeza, uma das mais importantes mulheres na moda!

Como vimos, o poder das mulheres na moda é incontestável! Questionando padrões, promovendo inclusão e representatividade, e apostando em ideias inusitadas, esses ícones nos mostram que o céu é o limite e as transformações são, sim, possíveis e viáveis!

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